Ah, é preciso deixar a vazante do olhar
Inundar, carregar
Todo bem que se torturou
Mas é impossível esquecer
Quando o quarto é prisão
E concedem perdão
Sem nem ter o que perdoar
Ah, era coisa de sufocar
Lar
Quantas fugas no lar
Quanta gente no mar
Clandestina aportar
Tanta alma se desterrou
Mar era coisa de se afogar
Réu
Nunca vi tanto réu proclamado infiel
Pelo crime de alvorecer
Quando o imposto era anoitecer
Nas manhãs do saber
Bar
Quantos filhos no bar
Quantas mães a chorar
Enterrar, suicidar
Tanta gente não suportou
Ah, era um eco geral no ar
Paz não se faz fabricar do sabor do vingar
Nasce plena de amor na razão de quem liderar
Paz é uma coisa que a alma traz
Deus, é preciso gritar
Redimir, alertar
Cada ventre que conceber
Preferível saber morrer
Quer viver, por viver
Ah, Pelo crime de alvorecer
Quando o imposto era anoitecer
As manhãs do saber
Ah, cada ventre que conceber
Preferível saber morrer
Quer viver por viver