Debaixo de um tecto de plástico
Olhos abertos na escuridão
Deitados, vestidos
Armam-se entre as pedras do chão
Já mais calmos, de costas
Abandonados e a sonhar
Se fecharem um pouco os olhos
Conseguem ver as estrelas a brilhar
Será sempre assim (2x)
Os putos na escola
Não estão lá para aprender
Foi onde ficaram
A dormir para ninguém ver
As misérias de quem manda
Nesta terra do sem querer
E viva ao jogo do empurra
Já que ninguém tem nada a perder
Será sempre assim (3x)
E é Janeiro
Dormindo na rua
Debaixo de este céu
Dormindo na rua
E é Janeiro
E durmo na rua
Debaixo de este céu
E durmo na rua
Desde Janeiro